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Notícia

Inovações nos exames toxicológicos reduzem a dependência química de caminhoneiros

14/01/2022

O transporte rodoviário de cargas é responsável pela vida de pedestres, de animais e de motoristas nas estradas. Para evitar acidentes, uma das soluções são os exames toxicológicos. Contudo, segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Laboratórios de Toxicologia, o SOS Estrada, a obrigatoriedade da realização dos testes em 2021 contribuiu para que 3,5 milhões de caminhoneiros abandonassem a profissão.


Motoristas e transportadoras trabalham sem previsibilidade dos seus gastos recorrentes. Os aumentos nos preços dos combustíveis, somados aos pedágios, à compra de pneus, à renovação de frota e à atualização da documentação, pressionaram os orçamentos de empresas de logística e de caminhoneiros autônomos. O Índice Nacional de Custo de Transporte (INCT), calculado anualmente pelo Departamento de Custos Operacionais (DECOPE) da Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), mostrou que, em um ano, as despesas com o transporte de cargas de lotação aumentaram em 30% e as fracionadas, 20%.


O estudo SOS Estrada realizado em 2020 identificou que, nos últimos quatro anos, 170 mil motoristas foram flagrados com alguma substância química no organismo. A cocaína apresentou a maior incidência (70%), seguida da maconha, dos opioides e do rebite.


O uso do etilômetro e a fiscalização do exame toxicológico em motoristas profissionais com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E são as melhores formas de identificar o efeito de alguma substância química no corpo do caminhoneiro. Desde novembro de 2021, quem for pego com o documento desatualizado pode receber uma multa de mais de R$ 1000, perder até sete pontos no prontuário e ficar até três meses suspenso.


Existem outras maneiras inteligentes de realizar essa vistoria sem precisar recorrer aos testes que envolvem o contato entre pessoas. Um deles é por meio do sopro em um equipamento, se o profissional está alterado. Dessa forma, os dados pessoais são mantidos em sigilo e a liberdade individual deles é assegurada.


Transportadoras também realizam anualmente um programa de prevenção ao uso de álcool e de drogas, adotado por todos da empresa. Ele consiste na educação do colaborador a respeito dos prejuízos às vidas pessoal, profissional e familiar causados pelas substâncias tóxicas.


Existe também o Projeto 25 da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos. Os integrantes do grupo possuem a tarefa de disseminar boas práticas no trabalho com essa classe de cargas. Uma das recomendações do projeto é não dirigir depois das 22h. O incentivo ao descanso diminui o estresse, um dos principais responsáveis pelo vício em substâncias químicas.